Jovem islandês inventa uma garrafa comestível!

O volume de lixo produzido em todo o mundo é imenso e, a cada dia que passa, a quantidade de garrafas plásticas descartadas no meio ambiente só aumenta. Preocupado com esse problema, Ari Jónsson, um estudante islandês de design, desenvolveu uma inusitada alternativa para reduzir o descarte desse material.

A matéria da revista exame conta que Jónsson criou uma garrafa biodegradável e que pode ser ingerida. A solução usada por Ari Jónsson chama-se ágar (também conhecida como ágar-ágar), uma substância feita a partir de algas que apresenta consistência gelatinosa. 

Para criar uma “garrafa de algas”, ele misturou um pouco de ágar em pó com água, aqueceu o composto e o verteu em um molde com forma de garrafa que, em seguida, foi resfriado até o agár ficar sólido e pronto para uso.

Como a garrafa se decompõe naturalmente depois de um tempo, ela reduziria o impacto do descarte incorreto. Além disso, a garrafa pode ser mastigada e ingerida, para quem quiser provar. O Ágar é uma alga praticamente sem sabor e é muito utilizado na cozinha vegetariana. Essa não é a única inovação para tentar substituir as garrafas plásticas. Você se lembra do post que fizemos sobre a Ooho? Esse é outro exemplo muito legal de um design inovador, em favor do meio ambiente, que também entrega água em embalagem comestível feita a partir de algas.

Água agora também é comestível

Se você é daquelas pessoas que se esquece de tomar água ao longo do dia e acha que não é prático ter uma garrafa ou squeeze sempre por perto para manter a hidratação em dia, essa novidade pode ser muito interessante.

Pensando em reduzir a quantidade de garrafas plásticas descartadas no meio ambiente, três estudantes espanhóis ganharam um prêmio de sustentabilidade europeu por desenvolverem uma nova forma de beber água, chamada Ooho. A ‘bolha’, além de ser feita com material biodegradável, oferece pouca resistência aos dentes e pode ser ingerida sem qualquer dano ao corpo humano. Questões como transporte, acondicionamento e higiene ainda precisam ser ajustadas para que a água comestível seja comercializada.

comestivel2Como inspiração para desenvolver esse conceito, os estudantes usaram como base um método conhecido da gastronomia, desde os anos 40, que transforma líquidos em esferas gelatinosas: a “esferificação”. O processo utilizado pelos estudantes é praticamente igual a fazer gelo, com a diferença de que a membrana que recobre a água congelada que pode ser consumida com a membrana depois de voltar à temperatura natural.

A membrana é a grande inovação deste projeto, uma vez que ela é feita de água marinha e cloreto de sódio e pode ser ingerida junto com a água, eliminando qualquer resíduo do consumo. A água comestível, além de ser completamente sustentável, tem um custo extremamente baixo (2 centavos de dólar por unidade) quando comparado ao custo de produção da cadeia da água mineral. A novidade ainda não está nas prateleiras, mas já pode fazer a gente pensar em mudar de hábito e num novo jeito de consumir água.

Assista ao vídeo e saiba mais sobre a Ooho:

 

Fotos: Reprodução/Divulgação

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