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acabar com a falta de água

8 iniciativas para acabar com a falta de água no mundo

Acabar com a falta de água parece muitas vezes um sonho distante no atual cenário ambiental mundial. A escassez de água é um problema que atinge o mundo todo em diferentes proporções e preocupa a humanidade.

É essencial buscar soluções para evitar um desabastecimento completo do nosso bem mais precioso. Existem diversas maneiras de reutilizar a água e evitar o seu desperdício e, neste texto, vamos apontar alguns bons exemplos.

A seguir, conheça algumas importantes iniciativas utilizadas mundo afora para ajudar a acabar com a falta de água:

Descarga com água do mar em Hong Kong

Esta iniciativa adotada por Hong Kong depende de 3 grandes fatores que são características deste lugar. A alta densidade populacional, a proximidade do mar e a distância de fontes de água doce levaram a esta solução inusitada.

Sendo assim, desde 1957, todas as novas casas construídas já contavam com o recurso de descargas com água do mar. Atualmente, cerca de 80% dos 7,2 milhões de habitantes da ilha usam o sistema.

A água do mar passa primeiro por filtros para remover partículas sólidas. Logo depois, é desinfetada com cloro ou hipoclorito antes de ser bombeada para os reservatórios.

Além de poupar água, o sistema também economiza energia. Isto porque a maior parte da água do país tem que ser bombeada desde o rio Dongjiang, na China continental.

Sem desperdício: na Alemanha, água de chuva serve para irrigação

Desde os anos 80 a Alemanha adota esta medida, utilizando a água que vem dos telhados para outros fins. Esta água é recolhida, filtrada e empregada principalmente nas descargas.

Juntamente com esta medida, nos últimos 20 anos, pesquisadores aumentaram a captação pluviométrica para ruas, pátios, bem como outras superfícies.

Em um teste realizado na cidade de Berlim, 11.770m² de superfícies preparadas para captação foram ligados a um reservatório no subsolo de um edifício. O tanque tem capacidade de 190 mil litros, e a água captada excedente vai para a rede de esgoto pluvial regular da cidade.

O sistema de tratamento do edifício é capaz de processar até 10 mil litros d’água diariamente. Essa água serve 80 apartamentos e seis pequenas unidades comerciais – cerca de 200 pessoas -, e é usada principalmente para descarga e jardinagem.

 

Reciclagem de água resolveu a crise hídrica na China

Em 2011, a China lançou um grande plano, com uma série de ações para tentar acabar com a falta de água. A principal medida, avaliada em US$ 62 bilhões, é demorada, complexa e divide a opinião dos ambientalistas.

Em suma, a ideia é desviar os rios até 2050, para atender às demandas de água e energia das províncias chinesas no norte e oeste.

Quando finalizado, o projeto unirá 4 rios a fim de suprir as regiões mais secas. Os rios Amarelo, Huaihe, Yangtze e Haihe juntos desviarão anualmente 44,8 bilhões de metros cúbicos do sul para o norte árido do país.

Segundo os ambientalistas, as águas do rio Yangtze permanecerão poluídas no fim do percurso, mesmo após passar por etapas de tratamento. Críticos também alegam que o sul do país está se tornando mais seco e que não poderá prescindir de suas águas em benefício do norte.

Tecnologia auxilia a Austrália a reduzir perdas

Desde o início da virada do milênio, a cidade de Melbourne mantém um sistema de gerenciamento total de seu ciclo hídrico. A cidade monitora de forma integrada informações sobre consumo, chuvas, desperdício e águas subterrâneas.

Dessa forma, consegue garantir a captação e distribuição da água de forma mais inteligente.

Estes dados permitiram que a cidade encontrasse soluções específicas para cada área, possibilitando uma economia de 40% a 50% em cada setor.

Nas residências, foram distribuídos restritores de fluxo em torneiras e chuveiros juntamente com sistemas de irrigação mais eficientes para os parques.

Os prédios públicos e corporativos também passaram por modificações, como instalação de descargas com dois níveis de pressão e sistemas de ar-condicionado mais eficientes.

Japão aposta na resistência de suas tubulações

À primeira vista, é difícil imaginar que um país que sofre periodicamente com terremotos consegue ter um dos menores índices de desperdícios de água. Para atingir este resultado, o Japão apostou na qualidade das tubulações.

Feito de material resistente a terremotos e com sensores que detectam vazamentos, o desperdício de água no país é de apenas 2%. Só para comparação, o índice no Brasil é de 37%.

Com tarifa progressiva, Singapura busca reduzir desperdício

Logo depois de notar que a população desperdiçava água, o poder público resolveu mexer no bolso das pessoas. Em 2000, Singapura adotou uma tarifa progressiva para o consumo. Quem consumisse mais do que 40/m³ de água por mês teria que pagar cerca de 0,85 euros a mais.

No caso asiático, a mudança deu certo. Um levantamento aponta que, de 1995 até 2004, o consumo de água no país diminuiu cerca de 11%.

A medida, às vezes criticada por onerar a população, também foi usada em outros locais como, por exemplo, no Rio de Janeiro.

São Paulo realiza controle de pressão de água

Em locais onde há muitos vazamentos em tubulações, a solução pode estar no controle de pressão de água. Em São Paulo, a Sabesp tem adotado essa medida a fim de minimizar as perdas, principalmente de tubulações não acessíveis (em subsolo, por exemplo).

No auge da crise hídrica, alguns locais ficaram sem receber água, e a empresa foi acusada de diminuir a pressão acima do nível permitido. A falta de pressão teria feito com que a água não chegasse em locais mais altos como, por exemplo, morros.

Igualmente durante a crise hídrica, outra medida de diminuição de pressão da água foi tomada. Foram distribuídos à população redutores para serem colocados nas torneiras.

Aruba dessaliniza água do mar para consumo

Com apenas 320 quilômetros quadrados de extensão, a ilha de Aruba, no Caribe, tem atualmente a segunda maior usina de dessalinização do mundo. Mas a prática não é novidade na ilha, que usa esse método para obter água potável há 80 anos.

A usina, inaugurada em 2000, produz atualmente 45 milhões de litros d’água por dia. A água da ilha é reconhecida por sua qualidade, e pode ser bebida diretamente das torneiras.

Em outro artigo de nosso Blog, falamos sobre como funciona a ideia de aproveitar a abundância de água existente nos oceanos. Se quiser saber mais sobre os processos e a tecnologia empregada na dessalinização da água, confira aqui.

Existem ainda várias iniciativas para tentar acabar com a falta de água pelo mundo, independentes ou de grandes cidades.

Ficou curioso? Descubra mais sobre um dispositivo que consegue tirar água do deserto e sobre uma descarga que não precisa de água para funcionar!

Fonte: Portal EBC

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