jul 29
de onde vem a água de São Paulo

De onde vem a água que tomamos em São Paulo? Descubra!

Você já abriu a torneira e se perguntou como a água chega até ali? De onde ela vem? É de um rio, lago? Hoje, vamos explicar de onde vem a água em São Paulo. Antes de mais nada, explicaremos o que é um sistema de abastecimento de água.

Este sistema é uma solução que contempla determinada comunidade com água potável. Ele contempla várias unidades, que vão desde a fonte até a unidade consumidora. Para compreender melhor de onde vem a água que o morador de São Paulo recebe em suas torneiras, é importante ver o cenário maior.

Um rápido panorama sobre o funcionamento do sistema de abastecimento de água facilitará a compreensão dos caminhos da água.

COMO FUNCIONA UM SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA?

Para compreender toda a extensão de funcionamento de um sistema de abastecimento de água, é necessário separá-lo por partes ou unidades. Essas unidades compreendem uma parte do processo que a água precisa passar para chegar até as torneiras das nossas casas.

Este processo tem início na captação nos mananciais (que pode ser superficial ou subterrânea). Em São Paulo, o sistema de captação nos mananciais é subterrâneo. Ou seja, a sucção da água a leva para os encanamentos com destino às instalações da companhia.

de onde vem a água de São Paulo

Logo depois desta fase, um processo extenso chamado de adução leva a água até o reservatório. Quando a água chega às Estações de tratamento, é necessário que se faça seu tratamento para correções físico-químicas, bacteriológicas e organolépticas

Esse procedimento permite receber a água bruta e a transformar em água tratada. Imediatamente, ela vai até a rede de distribuição, que dispersa a água para percorrer um conjunto de encanamentos até determinada região. Dali, ela vai para o ramal domiciliar, que nada mais é do que a ligação do encanamento da rua com a unidade consumidora.

Ficou mais claro agora, não é? Então, vamos voltar ao início do processo. Antes do tratamento nas estações, a água é retirada de rios, lagos, riachos, represas e lençol freático ou mananciais.

O QUE SÃO MANANCIAIS?

Mananciais são reservas hídricas ou fontes de água para abastecimento público e podem ser superficiais ou subterrâneas. As águas são retiradas dessa fonte e depois retornam à natureza, podendo ser até no mesmo rio. O ideal é que ela seja recolhida em boas condições para facilitar o tratamento e devolvida com o cuidado necessário ao meio ambiente.

Por isso é tão importante a conservação e proteção destas áreas para garantir água em quantidade e qualidade adequadas.

As represas utilizadas para fins de abastecimento público têm a finalidade de acumular água no período chuvoso ou úmido. Dessa forma, no período seco ou de estiagem ela pode ser utilizada, permitindo o fornecimento de água para a população ao longo do ano.

Elas também possuem um papel igualmente fundamental no controle das cheias, já que retêm parte da vazão no período de fortes chuvas. As represas impedem que um grande volume de água chegue aos rios, córregos e centros urbanos.

Armazenando ou liberando os volumes de água aos poucos, de forma controlada, elas evitam ou reduzem o impacto de inundações.

QUAL A PRINCIPAL FONTE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SÃO PAULO?

Na Região Metropolitana de São Paulo a fonte principal utilizada para abastecimento público é a água armazenada em barragens ou represas. Por outro lado, no interior de São Paulo é comum o uso da água de poços profundos, provenientes de mananciais subterrâneos que também inspiram proteção e cuidados.

Já no litoral, há mananciais de serra e rios imprescindíveis ao desenvolvimento das regiões. O cuidado com as nossas reservas de água é de extrema importância para a natureza e o bem estar da população.

Em 2015, o país viveu uma grande crise hídrica, especialmente no Sudeste e em São Paulo. Nesse ínterim, houve um esforço de conscientização e a população aprendeu um pouco mais sobre como a cidade é abastecida.

Até mesmo alguns aplicativos foram criados para monitorar as regiões que estavam em maior escassez, como você pode ler no nosso post.

PRESERVAÇÃO

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp é a empresa que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no Estado.

A Sabesp é atualmente responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 371 municípios do Estado de São Paulo. Ela monitora e preserva mais de 44 mil hectares, o equivalente a quase 200 parques do Ibirapuera.

São 9 mil hectares de espelho d´água e 35 mil hectares de área no entorno dos mananciais que abastecem os sistemas produtores de água. As reservas da Sabesp representam 1,4% do remanescente de Mata Atlântica do Estado e protegem a água consumida por mais de 14 milhões de moradores.

Existem 5 principais sistemas produtores de água no Estado de São Paulo. São eles :Rio Claro, Alto Cotia, Guarapiranga, Alto Tietê e Cantareira. Conheça um pouco mais sobre cada um deles:

Sistema Cantareira

Com 6 represas, este é o maior sistema produtor da Região Metropolitana de São Paulo. Quando somada a capacidade das 6 represas, o Cantareira pode armazenar quase 1 trilhão de litros de água.

As represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha estão localizadas na Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Já as represas Paiva Castro e Águas Claras, localizam-se na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

As represas são interligadas por cerca de 28 km de túneis e canais e podem impulsionar 33 mil litros de água por segundo.

Sistema Alto Cotia

Composto pelas represas Pedro Beicht e Cachoeira da Graça, o sistema Alto Cotia possui capacidade de armazenamento de cerca de 17 bilhões de litros. A água armazenada passa por um canal natural até a represa Cachoeira da Graça.

O tratamento é feito na estação de mesmo nome, cuja capacidade é de 1,2 mil litros por segundo. Atualmente o complexo atende 360 mil pessoas de Cotia, Vargem Grande Paulista, Embu – Guaçu e parte de Embu.

Baixo Cotia

O Baixo Cotia conta com a represa Isolina Inferior, e está localizado na Bacia hidrográfica do Alto Tietê, na divisa entre Carapicuíba e Barueri. A água captada é encaminhada para a Estação de Tratamento de Água Baixo Cotia, que possui capacidade de produção de 1050 litros por segundo. A água é distribuída para parte dos municípios de Itapevi, Barueri e Santana do Parnaíba.

Guarapiranga

O sistema é composto pelas represas Guarapiranga, Capivari e Billings (Braço Taquecetuba). A Guarapiranga, principal manancial, com capacidade de armazenar 171 bilhões de litros de água, forma o terceiro maior Sistema Produtor da Região Metropolitana de SP.

Seus principais afluentes são os Rios Embu Guaçu, Embu Mirim e Rio Parelheiros. A água captada ali abastece grande parte da zona sul e sudoeste da Grande São Paulo. Atualmente a produção alcança 15 mil litros de água por segundo.

Rio Claro

O Sistema Produtor Rio Claro é composto pela represa do Ribeirão do Campo e recebe também água proveniente da transposição do Rio Guaratuba. O Rio Claro encontra-se no extremo leste da Região Metropolitana de São Paulo.

A água captada vai para a Estação Casa Grande, com capacidade de tratamento de 4 mil litros de água por segundo. Este sistema atende parte da zona leste de São Paulo e o município de Santo André.

Alto Tietê

Este é o segundo maior sistema da Região Metropolitana de SP, composto por 5 represas, com capacidade de armazenamento de 575 bilhões de litros. Inicialmente composto pelas represas de Taiaçupeba e Jundiaí, o Sistema Alto Tietê, teve seu início de operação em 1992.

Com a demanda crescente da população da Região Metropolitana o sistema foi ampliado com a incorporação às represas de Paraitinga, Ponte Nova e Biritiba. A capacidade de produção é de 15 mil litros de água por segundo para atender 4,2 milhões de habitantes.

Ela abastece a zona leste de São Paulo, Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, e parte de Mogi das Cruzes e de Guarulhos.

Fonte: Sabesp

purificador de água gelada com filtro Europa